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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os animais e a epilepsia

As crises epilépticas que acontecem nos animais são muito parecidas com as dos seres humanos.
Em geral existe perda o alteração de consciência, de movimentos ou de alterações musculares envolvendo todo o corpo ou apenas uma parte dele.
As convulsões nos animais podem dividir-se em dois tipos:
·         As convulsões leves: O animal apresenta perda de concentração momentânea evoluindo para aparentes desmaios, distúrbios no comportamento ou alucinações repetidas como caçar moscas, lamber os chão ou correr atrás do próprio rabo.
·         As de grande actividade muscular: O animal cai e debate-se violentamente
Este ultimo tipo de convulsão é o mais comum entre cães e gatos, talvez porque é o mais fácil de identificar.
Causas:
Tal como nos seres humanos a epilepsia nos animais pode ser provocada por lesões cerebrais sendo as mais comuns as anomalias de nascença como a hidrocefalia; ou ser causadas por outro tipo de factores como traumatismos cranianos (em quedas ou atropelamentos), intoxicações ou tumores cerebrais.
Quando não existe uma causa evidente, as convulsões são chamadas idiopáticas.
A avaliação das convulsões tem como base principal a idade do animal, no seu histórico de vida e nos relatos do seu dono.
Informações como possíveis traumas cranianos querem tenham sido á poucas horas ou há meses, existência de substâncias tóxicas, uso de insecticidas, idade no animal quando se deu a primeira crise convulsiva, intervalo entre elas ou mesmo a existência da doença noutros membros da família do animal imprescindíveis para o veterinário estabelecer um quadro clínico preciso.
As convulsões idiopáticas são, geralmente são transmitidas de forma hereditária e deve-se, por isso, evitar o acasalamento entre animais que tenham a mesma doença.
Nos animais com convulsões idiopáticas, principalmente a fêmeas, é recomendável que sejam castradas, pois na época do cio têm maior probabilidade de sofrer crises epilépticas devido às alterações hormonais.
As raças que têm maior probabilidade de sofrer de convulsões idiopáticas são: Beagle, Teckel, Pastor Alemão e Pastor Belga.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eléctrodos para controlar a epilepsia


Para os doentes que sofrem de epilepsia e que não conseguem controlar os ataques através da medicação, existe agora uma nova esperança: Uma nova operação onde são implantados eléctrodos no cérebro, que estarão ligados a um cabo ou bateria colocada ligeiramente abaixo da clavícula. Este tipo de cirurgia é realizada através da implantação de dois eléctrodos no cérebro,
Essa bateria irá produzir estímulos que são conduzidos ao cérebro e alteram o funcionamento da rede que geram as convulsões.
A maior parte das formas de epilepsia (tal como referimos anteriormente) são controladas pela medicação contudo, existe uma pequena parte que não pode ser controlada, provocando ataques muito frequentes.
Esta nova hipótese foi construída exactamente para essa pequena parte, que apesar de não ser uma cura, permite controlar e diminuir os ataques. Mesmo assim, continua a existir um grande número de doentes que não poderão ser operados, uma das razões para que tal aconteça é o facto de terem mais que um foco, ou seja, mais do que um local onde se desenvolve um ataque epiléptico.
O estudo é de origem americana mas já teve aplicações bastante produtivas em Portugal, no hospital S. João do Porto em Dezembro de 2010.

Segundo o Correio da Manhã, Domingo, 16.01.2010

















quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sabe o que fazer perante uma crise epiléptica?

Se testemunhar uma crise convulsiva generalizada, com queda e abalos musculares generalizados:


1. Permaneça calmo e vá controlando a duração da crise, olhando periodicamente para o relógio
2. Coloque uma toalha ou um casaco dobrado debaixo da cabeça da pessoa
3. Quando os abalos (convulsões) pararem coloque a pessoa na posição lateral de segurança
4. Permaneça com a pessoa até que recupere os sentidos e respire normalmente
5. Se a crise dura mais do que 5 minutos, chame uma ambulância


NÃO introduza qualquer objecto na boca nem tente puxar a língua (a teoria de que as pessoas
podem "enrolar a língua" e asfixiar não tem fundamento)
NÃO tentar forçar a pessoa a ficar quieta
NÃO lhe dê de beber




Se presenciar uma crise mais "ligeira", sem queda nem movimentos convulsivos (por exemplo, em que ocorra apenas um período de confusão e comportamentos invulgares):


1. Proteger o doente de um eventual perigo durante uma crise
2. Dar o devido apoio até à recuperação completa da consciência

Segundo o site:  http://www.epilepsia.pt

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Diagnóstico

"O diagnóstico é, em geral, simples e rápido. As descrições das crises feitas pelo doente ou pelo acompanhante (é importante que os doentes se façam acompanhar de uma testemunha das crises à consulta para que estas possam ser mais objectivamente descritas) são geralmente suficientes para o médico fazer o diagnóstico de epilepsia.
Contudo, o médico poderá ter necessidade de recorrer a exames para classificar o tipo de epilepsia de que sofre o doente. Um dos mais frequentes é o electroencefalograma, que avalia as actividade eléctrica cerebral. Exames imagiológicos, como a tomografia axial computorizada (T.A.C.) e a imagem por ressonância magnética (I.R.M.), poderão ser determinantes para identificar a eventual causa da epilepsia."

segundo o site: http://www.epico.pt/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tipos de crise epiléptica

"Uma crise resulta de um distúrbio temporário na actividade eléctrica do cérebro que provoca uma interrupção ou troca das mensagens. Como a manifestação da crise tem uma relação directa com a parte do cérebro que é afectada, existem diferentes tipos de crises e cada pessoa manifesta, por isso, a epilepsia de forma diferente.
As crises podem ser classificadas em dois tipos: generalizadas (envolvem a totalidade ou quase totalidade do cérebro) e focais (afectam uma parte limitada do cérebro).
Crises focais
As crises focais podem ser simples ou complexas. As primeiras não afectam a consciência, ao contrário das segundas, durante as quais o doente perde o contacto com o meio circundante.
Crises focais simples
Dependendo da área do cérebro afectada, as crises podem manifestar-se:
  • nos músculos (através de espasmos numa parte do corpo);
  • nos nervos (causando uma sensação de ardor e formigueiro numa ou mais partes do corpo);
  • nos olhos (visionamento de luzes, objectos, animais ou outras pessoas), no nariz (odores difíceis de descrever), nos ouvidos (audição de ruídos, vozes ou melodias) e na língua (sabores desagradáveis);
  • no sistema digestivo (provocando sensações de náusea);
  • na memória ou nas emoções (pensamentos estranhos, sensações de medo ou ansiedade);
  • no coração e nos pulmões (provocando alterações do ritmo cardíaco ou do sistema respiratório).
Crises focais complexas
As pessoas afectadas por este tipo de crise perdem a consciência, permanecendo imóveis, com o olhar fixo e incapazes de reagir. Mesmo movendo-se como se estivessem inconscientes, agem de forma estranha, não reagindo quando interpeladas.
Crises Generalizadas
Crises Tónico-Clónicas – podem provocar uma perda de consciência abrupta, ficando o corpo totalmente rijo numa primeira fase, seguindo-se espasmos nos braços e pernas, que podem fazer com que o doente morda a língua ou se magoe na queda.
Crises de Ausência – começam geralmente na infância ou na adolescência, podendo provocar perda de atenção e problemas de aprendizagem. O doente fica imóvel e alheado, recuperando imediatamente, após alguns segundos. Estas crises podem suceder várias vezes por dia.
Crises Mioclónicas – provocam espasmos no corpo ou apenas nos membros (braços e pernas), fazendo com que os doentes deixem, por exemplo, cair os objectos que seguravam nas mãos.
Crises Atónicas – provocam uma perda súbita da força muscular e da consciência, fazendo com que o doente caia imediatamente, podendo sofrer alguma lesão. A recuperação da crise é imediata."

segundo o site: http://www.epico.pt/

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Causas da Epilepsia

"Em grande parte dos doentes com epilepsia, não é possível determinar a causa. Estudos indicam que há alguma tendência hereditária (epilepsia idiopática ou primária); contudo, a doença pode ter uma causa aparente, como uma lesão cerebral devido a um traumatismo craniano ou por uma hemorragia nesta área (epilepsia secundária)."

segundo o site: http://www.epico.pt/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que é a Epilepsia?

"A Epilepsia é um distúrbio que afecta o cérebro, expressando-se através de crises – manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Estas crises correspondem a uma descarga anormal de alguns neurónios cerebrais, súbita e imprevisível, que afecta, assim, o pensamento ou o corpo, sem que o doente a possa controlar, podendo durar entre alguns segundos e vários minutos.
Geralmente, as crises são associadas a convulsões por todo o corpo e contracções de um dos membros ou face, mas existem vários tipos, cuja frequência e manifestação variam de doente para doente.
A epilepsia é a disfunção do sistema nervoso mais comum do mundo, afectando cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente da idade, do sexo, da raça, do estrato social ou da nacionalidade.
Em Portugal, cerca de 50.000 pessoas sofre desta doença. No entanto, com as crises controladas, é possível ter uma vida normal, trabalhar, conviver com amigos, namorar ou casar, ter filhos… Como qualquer outra pessoa."

segundo o site: http://www.epico.pt/